Passam sonhos, passam encantamentos,
Passam mágoas e passam tristezas,
Passam desilusões e sofrimentos,
Passam histórias de baronezas.
Passam múltiplos mistérios...
Passam os rios, os mares, as emoções
Passam meninas, passam adultérios,
Passam casamentos de corações.
Passa a vida e tudo que nela existe
Passa a noite, passa o dia, passam ambos
E nem notam que hoje estou triste.
Tudo passa num mundo de ilusões,
Só não passa este amor inatingível
Que fere muito nossos corações.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Chuvas
O céu está branco como a neve
E uma fina chuva cai de leve
Molhando a terra já encharcada
Pela chuva da noite passada.
Aos poucos a chuva vai engrossando
E às casas e telhados vai molhando
Cada vez mais forte, mais ligeira
Vai inundando a cidade inteira.
O céu agora completamente escuro
Deixá-me às vezes inseguro
E me faz pensar duas vezes.
A chuva continua caindo melodiosa
De fria agora quente e gostosa
Cai todos os dias, todos os meses.
E uma fina chuva cai de leve
Molhando a terra já encharcada
Pela chuva da noite passada.
Aos poucos a chuva vai engrossando
E às casas e telhados vai molhando
Cada vez mais forte, mais ligeira
Vai inundando a cidade inteira.
O céu agora completamente escuro
Deixá-me às vezes inseguro
E me faz pensar duas vezes.
A chuva continua caindo melodiosa
De fria agora quente e gostosa
Cai todos os dias, todos os meses.
A noite
É noite, o carvão enegrece tudo,
Algumas brasas pairam no espaço,
Cintilantes...
Querendo nos dizer alguma coisa,
Distantes...
O silêncio mistifica a noite
Como se ela fosse irreal,
Imaginária...
Como se ela fosse parte de um sonho
Irrealizável...
De vez em quando algo quebra
A monotonia,
Um tinido, um latido, um grito
De uma menina virgem,
Depois volta o silêncio.
As brasas começam a desaparecer
A perder o brilho...
Sobre o muro um gato mia,
No terreiro um galo canta,
É o nascer de mais um dia.
Algumas brasas pairam no espaço,
Cintilantes...
Querendo nos dizer alguma coisa,
Distantes...
O silêncio mistifica a noite
Como se ela fosse irreal,
Imaginária...
Como se ela fosse parte de um sonho
Irrealizável...
De vez em quando algo quebra
A monotonia,
Um tinido, um latido, um grito
De uma menina virgem,
Depois volta o silêncio.
As brasas começam a desaparecer
A perder o brilho...
Sobre o muro um gato mia,
No terreiro um galo canta,
É o nascer de mais um dia.
sábado, 23 de janeiro de 2010
ANJO LINDO
Debilmente o meu amor te ofereci,
Você era minha estrela mais dourada,
Você era minha alegre caminhada,
Caminhada que traçei mas me perdi.
Era uma flor entre os jardins da alvorada,
Era o amor que lutei mas não consegui,
Era amor impossível e eu só sofri,
Era apenas o amor, o amor, mais nada.
Este sonho débil fui alimentando,
Aos poucos ele foi me consumindo,
Até que eu em palavras delirando.
Louco de amor continuava sonhando,
E sonhando com meu anjo lindo,
Que ainda hoje está me apaixonando.
Você era minha estrela mais dourada,
Você era minha alegre caminhada,
Caminhada que traçei mas me perdi.
Era uma flor entre os jardins da alvorada,
Era o amor que lutei mas não consegui,
Era amor impossível e eu só sofri,
Era apenas o amor, o amor, mais nada.
Este sonho débil fui alimentando,
Aos poucos ele foi me consumindo,
Até que eu em palavras delirando.
Louco de amor continuava sonhando,
E sonhando com meu anjo lindo,
Que ainda hoje está me apaixonando.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Navios

Praia clara de fina areia únida
Brancuras de luz da manhã,
Vítreas ondas virgens...
O calor sufoca-me
Ao lonje navios balancando
Parecem tão pequeninos.
Rizam velas mar afora,
Sobre a espuma das ondas.
Trilham destinos ignotos,
Em caminhos ignotos,
Sob o sol causticante.
Vão sumindo no horizonte
Cada vez mais pequenos
Cada vez mais longe...
Manhãs Tropicais
Todas as manhãs são iguais
Coloridas de azul e ouro
As flores balancam lá e cá
Evidenciando o vento puro.
As ondas chegam a margem
Vítreas, já chegam sem força,
E rolam sobre a fina areia,
Clarificada e túnida.
Os coqueiros altos florescem,
E lá de cima nos avistam,
Deixam-nos pequeninos...
Com vontade de ser igual a eles.
As cintilações do ouro
Bronzeiam-me o corpo.
A viscosidade do azul
Me reflete os pensamentos.
Ambos me lembram as manhãs
As manhãs de todos os dias,
As manhãs de ontem, as de hoje
As do futuro...
A pureza do vento
Despetalando rosas.
As ondas virgens
Pairando à margem,
Os eternos recomecos
Dia após dia... sempre
Das manhãs tropicais.
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